E o pensamento sai do ônibus.
Louco, contemplo o temporal.
Ele encobre os grandes prédios que
já não deliciam minhas vistas.
Todo os dias, eu quero morrer.
Mas eu acordo. Pra vida.
Pro mundo. Nunca pra mim.
Milhões de pessoas circulam
por aí e me sinto só.
Gostaria que o poema me
salvasse só por hoje.
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