segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Hoje quando comprei maconha
pela manhã,
quem me atendeu foi uma criança.
Se mostrou muito profissional
poucas palavras, recebeu meu 
dinheiro e me entregou 
a trouxinha.

Caminhei chapado por horas
me perguntando como 
chegamos aquilo?

Uma rede de exclusão,
que foi criada para matar
certa parcela da população
que na TV sempre aparenta 
ser perigosa, serviçal.

Vivemos à beira,
sem eira,
fazemos coisas que não
queríamos,
na maioria da vezes.
Um dia fui eu,
hoje é ele, 
e se não fizermos nada
serão ainda muitos
de nós.

Uma hora o efeito passará
e então eu o encontrarei 
novamente 
e tudo se parecerá 
se repetir.

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