E o balanço, as pessoas,
o mundo, me perdem.
Abro os olhos e o vento
passa e o pensamento
parte para outra viagem.
Sem casa, sem peito,
abrigo da alma.
O barulho do comboio,
uma boiada de ferro.
Mate-me quando chegar.
Quem eu era ficava escondido
por trás de algum gesto,
esperando um espaço para
mostrar quem realmente sou.
Eu mentia, machucava a mim,
como efeito, machucava os outros.
Eu queria a segurança de
um lar dentro de mim.
Eu gritei e meu grito
não era ouvido.
Eu escrevia e o que estava
escrito, não era poesia.
Eu vejo que não sou para vencer.
Isso é para quem não nasceu em mim.
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