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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

 

Ela passeia

O shortinho atolado,
mostrando a polpa da bunda.

Ela sabe como provocar
e passeia por todos os cômodos
com sua liberdade.

Eu observo,
na minha simplicidade,
com a mão já no meu pau.

— Me chama de pervertido.
— Digo que é melhor
do que aquelas porras de fazer escondido.

Na minha cabeça,
agradeço o elogio.
Ela pega no meu pau
e agradece o elogio.

Dou um tapa na sua bunda.
Sensual, ela fala:
— Para com isso!

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

 

Outro dia, fostes tu

Outro dia, fostes tu,
embebedada de saudades,
que gorfou esperanças perdidas
e aluou um novo dia
em plena segunda-feira.

Minutos andando
por caminhos longos
de vidas que ainda estão
só no começo.

Sandálias vermelhas de poeira,
deixando marcas do cabresto nos pés.

O governo disse que não passarias,
e mesmo assim você passou.
Deixando por aí
fios de teus cabelos de revolta.

Cada esquina da cidade
sabe um pouquinho de nós:
um espelho maravilhoso
de como cagamos pras nossas regras.

Na rua não temos tempo,
temos que estar
um passo à frente.

Outro dia, fostes tu
— e não acompanhei.
Fiquei de longe,
onde ficam os poetas,
só observando.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

CAROL

 Você vai me dizer
que eu não sei cantar.
Talvez tudo tenha 
que um dia se mostrar.
Tua vida se encontrou
com a minha, em plena 
multidão, você ia ser só minha,
encontro de paixão.

Mas o destino 
é duro com a gente.
E tive que ir embora com
você na minha mente.
Para agora um pouquinho,
devagarinho, você e eu,
nós dois sozinhos.

O céu a nos guiar, 
os sonhos sonhando.
Seus olhos a me mostrar 
o caminho, guiando.
Carol!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

 Contemplo o sol

vejo de novo
aquele sorriso.
Viajo longe
bato no peito
você é meu paraíso.
Não perde tempo
volte logo
você é o que eu preciso.
Riso aberto, falo alto
por você pego o juízo.
Essa
Esperança
de criança
que me cansa.
Esse jeito
tão maroto
que me alivia
e me cede tudo
que é gostoso.
Vida cansa
essa distância
entre eu e a liberdade.
O meu dia sem você
é todo feito
de saudade.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

SEM HORA*

Quando nos encontramos
é pau, pedra,
ainda o meio do caminho.
São as águas de Novembro
mostrando que as promessas
de fim de ano
são uma doce ilusão.

Ela está na mesma sala
que eu e não sabe
o que sinto.
Somos máquinas de problemas
com soluções ainda não
descobertas pela ciência.

Hoje quero fazer um
poema de amor,
pegar o ônibus,
passar do ponto
e entregá-lo na sua casa.
*
Você caminha lentamente
até à porta e me olha
de soslaio e por trás
do ombro esquerdo.

Teus olhos da cor do cerrado.

As canções nos diriam
coisas que não pensamos
quando acordamos.

Flores da cor do cerrado.

Os passos contados,
os corpos colados,
tua cabeça em meu peito.

Noites no cerrado,
o calor do teu abraço.
eu.
só existia
antes de vocé
tempo em que 
saudade do
que me fez sentir
Uma fase traiçoeira
e era só você e eu.
e as coisas funcionavam
e nossos olhos brilhavam
Quando tudo estava perfeito

POEMA DE BAIXO PRA CIMA*
E o vento traz uma 
lembrança tua.
Abro os olhos e o 
vento passa.
Mate-me 
quando dobrares
a esquina.
Lembre-se de
nós dois abraçados
no reflexo da janela.
Eu já não era eu,
nunca fui.
Me tiraram a poesia
e me deixaram
com a palavra presa
na garganta.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Ela vira o corpo
em sentido a mim e
conta a última aventura
por qual ela passou.
95% das mulheres que conheço
não sente atração por mim.
Sempre fui um bom amigo.
Digo a ela que há tempos
torcia por ela.
E por isso toda vez que
que eu andava na rua
as pessoas mudavam de calçada.
Poemas de amor também
podem falar de quando
não se é amado.
Então você traga o beck
e joga toda a fumaça no meu rosto.
Incrível como eu viajo e
você continua intrigada com
o joguinho do seu celular.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Manhã de Sol,
VOCÊ NÃO ESTA.
Tarde de Chuva,
VOCÊ NÃO VIRA.
Noite Estrelada
VOCÊ ME DIRÁ:

- Adeus!


O beijo, sinto sua língua.
Meu bem, o universo nos pôs aqui.
Sorrisos.
Todo dia o vento atravessa
a porta da varanda e faz
um leve barulho.
Não ouço o que foi dito
na televisão.
Faço versos,
crio uma canção.

Ela tem seu nome.


ROTINA*

Ganancia era a unica coisa que não
poderia acontecer na minha vida
escrachada de poeta.
Das vicissitudes que sobraram
me restou uma poucas e boas
imagens das mulheres que convivi.
Sem duvida, não posso negar, eu
tinha minha preferida.
A imagem dela com os seus olhos penetrantes,
que nunca mentiam e que de ressaca
não tinha nada.
Era lucida, abrupta, confusão.
Em mim, as coisas borbulhavam,
espuma de cachoeira.
O cafune era espetacular.
Nos seus braços era onde eu
pedia para estar.
Nele o tempo passava devagar,
eu era feliz, sem problemas,
devia se chamar de Pasárgada.
O abraço dela era confusão.
Em mim, seresta.
Eu morria quando ela ia embora.
Mas quando ela chegava,
achava o quarto que eu estava
me lançava um sorriso
e me abraçava.
Era feito Fênix
e la estava eu de novo
nas chamas, vivo.

Era o Amor.
DESEJO INSANO

Me perco,
nos desvios do teu olhar,
nos labirintos da tua boca,
nos caminhos da sua mão
no meu corpo.
E disso que preciso,
paixão proibida.
Quando o corpo fala mais alto
que o coração.
Quando o beijo tira o pé
do chão.
O amor que nos deixa vivo, repito.
Que nos faz sonhar.

Me encontro no
toque suave dos seus dedos
em minha nuca.
Nos gritos do meu nome
do outro lado da rua.
Me perco e me encontro em ti.
Minha sanidade e loucura.


BEIJOS RAROS, PESSOAS RARAS

Enquanto ainda procuro
meios de haver uma saída.
Esperando que você entre
em minha vida.
O mundo anda girando la fora
e o tempo passa tao depressa agora.
Aonde foi que perdemos a coragem
para dizer a coisa certa?
Meu mundo anda tao cinza,
esta mudando o clima depois
que deixei você partir.
Volta, pois só você meu
mundo pode colorir.

São tantas peças caras,
beijos raros de pessoas raras.
Aonde foi que nos perdemos?
Ontem mesmo nos sonhávamos
e hoje nem vivemos.



PICADA DE ABELHA

Estou apaixonado e
não desejo essa dor a ninguém.
Queria levar um tiro,
ter um câncer, mas
jamais me apaixonar novamente.
Fico pelos cantos cantando teu nome
baixinho, decoro poesias de amor para
te conquistar.
Mas você é demasiada distraída,
você sonha com outro alguém.
Nem aos meu piores inimigos.
Jamais se apaixonem.
São dias formulando família,
quais serão os nomes dos filhos e
se a casa terá um quintal para eles brincarem.
Não se apaixone, dói.
E você vai perceber que esta num quarto
abraçado com a foto dela,
pedindo baixinho para Deus que um dia
ela seja sua.
Uma dor que não desejo a ninguém.
Preferiria ser torturado pelo mesmos carrascos de 64.
Ser homem bomba no Afeganistão.
Mas me apaixonar?
Jamais.
Me contorço por causa do amor,
são cólicas vindas do coração.
O amor dói e esta doendo agora.
Não se apaixone.

E um alerta.
Era lindo,
esbelto,
feito capo de fusca.

Liso,
branquinho,
não tinha frescura.

Sonhava
o dia inteiro

o cheiro teu.
TRIANGULO*

Diamante lapidado
em terra de cumeeira,
força estranha
que pega rabeira
nessa dança
de contradança
da menina que
balança a me
conquistar.
Foi nesse dia que
chamei Vovó Maria
pra poder me da caricia
feito essas canções de ninar.
A menina veio balançando
sem querer chamar
desgosto e meu coração
palpitando feito moço
a me deleitar.
De seus quadris
tirei força estranha
pra poder dançar ciranda
nas ondas desse mar.
Nesse domingo,
fui atras desses
cabelos lindos
que encontrei antes de ontem,
na sexta-feira, no forró,
do João Cipo
que veio de Cabrobó.
Meu amigo de infância
que não via ha tempos
num súbito de ânsia
me veio falar
seu tormento.
Conheceu moça faceira,
outro dia,
 debaixo da mangueira,
da fazenda do
Zé Leitera.
Fiquei encucado
e fui descobrir que moça
era essa.
Ele foi falando da sua pele,
seu cabelo e os seus olhos
fechados como fresta.
"...olhos de cigana..."
Falei para Cipó
que já sabia quem era
havia dançado com ela
na festa.
Cipó não acreditou
veio tirar satisfação.
Fui bem claro com ele,
mulher de amigo meu:
"Não como desse pão."
Fui embora pra resolver
logo essa existência
e não deixar meu amigo sofrer.
Encontrei a menina
debaixo do cajueiro,
fui rápido, trigueiro,
cheguei pertinho e
dei um beijo.
Useis suas ancas e gozei no seu queixo.
Quando acabei fui bem claro,
me encontrar dali em diante
seria raro.
Ia sumir,
porque quem seria
dela
era Cipó.
Calei sua boca
e disse sem dor:
- Ele é quem te ama.
Só vim logo
porque o desejo
me chama.
Hoje ela é casada
com Cipó,
bem sucedida e
uma dama.
Cipó me recebeu
em sua casa,
me fez almoço,
mita pampa.
À noite
comi sua mulher
de novo
e gozei no seu olhos
aqueles de cigana.


*
Vida é o que sai do meus
olhos quando choro.
Vida é o que sai da minha
boca quando sorrio.
Vida é o que sai das minhas
mãos quando te toco.
Vida e o que sai da minha
alma quando te beijo.
Vida é o que geramos quando
fodemos uma noite inteira.



quinta-feira, 30 de março de 2017

CIÚMES

Eu tenho ciúmes do sol que te acorda.
Eu tenho ciúmes da noite que te faz dormir.
Eu tenho ciúmes do cobertor que te aquece.
Eu tenho ciúmes dos teus pés, que ainda te fazem seguir.

Tenho ciúmes das tuas roupas.
Tenho ciúmes dos teus sonhos.
Tenho ciúmes de tudo isso,
porque á eles, tu pertences.

Tenho ciúmes dos teus antigos amores,
porque á eles, um dia deste amor.
Tenho ciúmes, mas escondo.
Porque só me faz feliz,
te adorar, te olhar e te fazer feliz.

Tenho ciúmes deste mundo,
que te ganhaste logo ao nascer.
Afinal, tu és livre.
Mas eu, estou preso a ti.

Com ou sem
SAL
só me
AZEITE.

 acho que posso fazer  mais páginas. me espremem até  eu voltar para essa atividade. é bom,  porque aí você  conhece quem está por trás  das...