As máscaras
Hoje tirei o dia
para lavar as máscaras
que trago comigo.
A máscara que uso em casa.
A máscara com que vou na rua.
E a mais suja de todas:
a que uso para dizer:
Está tudo bem!
Beba água,
minha mãe falou.
Uma frase que nunca esqueci.
“Filho, jogue o lixo lá fora.”
Naquele dia comecei
a planejar a queda do genocida.
Tranquei-me no quarto.
Comecei a meditar.
Fui limpando qualquer bagulho
sem serventia no meu pensamento.
Primeiro dia,
tenho 3kg de sentimentos
para a conta do Presidente.
De tempos em tempos
os seres humanos
têm que escolher.
Queria fazer
um poema de amor
e não de protesto.
Mas estou entre
vê-la beijando outro
e pensar na situação
política do país.
Canalhas
que não me permitem
sofrer por amor.
Lindíssima
que não me permite
pensar em política.
Cago nas regras
e me mantenho anarquista.
Cago nas regras
e de você não tenho
o beijo, delícia.
Seu olhar
me condena
em segunda intenção.
E o Estado
me condena
com manipulação.
O shortinho atolado,
mostrando a polpa da bunda.
Ela sabe como provocar
e passeia por todos os cômodos
com sua liberdade.
Eu observo,
na minha simplicidade,
com a mão já no meu pau.
— Me chama de pervertido.
— Digo que é melhor
do que aquelas porras de fazer escondido.
Na minha cabeça,
agradeço o elogio.
Ela pega no meu pau
e agradece o elogio.
Dou um tapa na sua bunda.
Sensual, ela fala:
— Para com isso!
acho que posso fazer mais páginas. me espremem até eu voltar para essa atividade. é bom, porque aí você conhece quem está por trás das...