DEPOIS DESTE VIRÃO MAIS POEMAS DEPRESSIVOS, LAMENTO!
Ópios e delírios
pela manhã e
no final do dia.
Me desligar deste mundo.
Não ouvir sua voz.
Ser todo silêncio.
O momento exato
que a droga faz efeito.
Quero torpo
a perda da consciência.
Ser um daqueles que
não voltaram.
Ou uma overdose mortal.
Eu quero um rifle
para abrir um buraco
na minha cabeça
do tamanho do meu vazio
existencial.
Tenho dúvidas
se a vida será justa
comigo.
Quero me ver livre
dessa máquina incessante
de pensamentos e
pairar no nada.
Eu fico esperando
um dia que
nunca acontecerá.
E me sinto
um inútil
todos os dias da minha vida.
Aqui agora
neste quarto sofro
com a vergonha
e sei que não consigo
fugir da minha
própria consciência.
Quero voltar
e existir apenas
no instante:
em que jogo vôlei numa praça.
mergulho a cabeça no Xingu.
escuto que me amam.
Penso em recolhimento
e evitar relações.
Controlar o apego.
Perder a intensidade.
Se tornar fútil.
Me perder.
Existe uma regra
no jogo do relacionamentos
que cita meu nome
e diz:
"evite brincar com ele;
consulte pessoas anteriores;"
E eles dirão:
- Você sabe,
todo mundo tem
problemas com o Rafael.
E me sinto um perigo.
E me mantenho longe
do jogo.
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Hoje quando comprei maconha
pela manhã,
quem me atendeu foi uma criança.
Se mostrou muito profissional
poucas palavras, recebeu meu
dinheiro e me entregou
a trouxinha.
Caminhei chapado por horas
me perguntando como
chegamos aquilo?
Uma rede de exclusão,
que foi criada para matar
certa parcela da população
que na TV sempre aparenta
ser perigosa, serviçal.
Vivemos à beira,
sem eira,
fazemos coisas que não
queríamos,
na maioria da vezes.
Um dia fui eu,
hoje é ele,
e se não fizermos nada
serão ainda muitos
de nós.
Uma hora o efeito passará
e então eu o encontrarei
novamente
e tudo se parecerá
se repetir.
pela manhã,
quem me atendeu foi uma criança.
Se mostrou muito profissional
poucas palavras, recebeu meu
dinheiro e me entregou
a trouxinha.
Caminhei chapado por horas
me perguntando como
chegamos aquilo?
Uma rede de exclusão,
que foi criada para matar
certa parcela da população
que na TV sempre aparenta
ser perigosa, serviçal.
Vivemos à beira,
sem eira,
fazemos coisas que não
queríamos,
na maioria da vezes.
Um dia fui eu,
hoje é ele,
e se não fizermos nada
serão ainda muitos
de nós.
Uma hora o efeito passará
e então eu o encontrarei
novamente
e tudo se parecerá
se repetir.
O TRAUMA DO POETA*
Eu queria realmente saber
a função da minha existência
se não posso ter essa
experiência.
Eu era apenas um garoto
quando tudo aconteceu.
Ela havia descoberto minha
paixão pela sua filha.
Escondido atrás de uma porta
eu à via rindo enquanto
contava como tudo aconteceu
e como eu era ingênuo por
ser uma criança.
E até hoje essa criança
mora aqui dentro.
E não sei mais o que fazer
com ela.
Ela se esconde por trás da
ingenuidade e da bondade
por qual fui doutrinado.
E hoje odeio tudo isso!
Me enchi de desenhos
pelo corpo esperando
que mudasse meu jeito.
Mas o que está por dentro
ficou preso naquele momento
em que eu vi meu sentimento
sendo ironizando, como
só sendo um idiota mesmo
para está amando alguém
no mundo.
Hoje não consigo me
aproximar de ninguém
sem lembrar da exposição
da rejeição que aquele momento
e das piadas e das conversas
que não ouvirei sobre
como sou ingênuo.
Então permaneço atrás
da porta esperando que
todos vão embora,
e esperando que não precise
encará-los novamente
pelo resto da minha vida
para que ninguém se
lembre deste momento.
Eu queria realmente saber
a função da minha existência
se não posso ter essa
experiência.
Eu era apenas um garoto
quando tudo aconteceu.
Ela havia descoberto minha
paixão pela sua filha.
Escondido atrás de uma porta
eu à via rindo enquanto
contava como tudo aconteceu
e como eu era ingênuo por
ser uma criança.
E até hoje essa criança
mora aqui dentro.
E não sei mais o que fazer
com ela.
Ela se esconde por trás da
ingenuidade e da bondade
por qual fui doutrinado.
E hoje odeio tudo isso!
Me enchi de desenhos
pelo corpo esperando
que mudasse meu jeito.
Mas o que está por dentro
ficou preso naquele momento
em que eu vi meu sentimento
sendo ironizando, como
só sendo um idiota mesmo
para está amando alguém
no mundo.
Hoje não consigo me
aproximar de ninguém
sem lembrar da exposição
da rejeição que aquele momento
e das piadas e das conversas
que não ouvirei sobre
como sou ingênuo.
Então permaneço atrás
da porta esperando que
todos vão embora,
e esperando que não precise
encará-los novamente
pelo resto da minha vida
para que ninguém se
lembre deste momento.
Todas as noites quando deito,
eles seguram minha mão.
Carrego outros vinte loucos
comigo.
E todo dia eles me levam pra casa, depois de
uma decepção.
O sistema cria sobreviventes
que dormem à noite nas
calçadas da tua rua.
E você não vê.
Está preso à algo que tem medo,
que você não consegue soltar.
Você acha que não pode
fazer muita coisa
porque o sistema é mais forte que você.
Como conseguimos dormir tranquilos
sabendo as coisas que sabemos?
Outros vinte loucos que carrego comigo.
E toda noite
quando deitamos,
eles seguram a minha mão.
eles seguram minha mão.
Carrego outros vinte loucos
comigo.
E todo dia eles me levam pra casa, depois de
uma decepção.
O sistema cria sobreviventes
que dormem à noite nas
calçadas da tua rua.
E você não vê.
Está preso à algo que tem medo,
que você não consegue soltar.
Você acha que não pode
fazer muita coisa
porque o sistema é mais forte que você.
Como conseguimos dormir tranquilos
sabendo as coisas que sabemos?
Outros vinte loucos que carrego comigo.
E toda noite
quando deitamos,
eles seguram a minha mão.
Então era assim, sempre
sobrava uma caneta e um caderno.
Daria tudo para estar no ônibus dela.
Uma angústia transpassou meu coração,
como acontecia sempre que via uma garota
pela qual estava apaixonado, indo embora
na direção oposta nesse mundo.
Me sinto otário, por confiar.
Um iludido acreditando que ainda acontecerá.
Os anais estão sujos.
Cheio de histórias mal contadas.
Vamos ter que parar uns dez anos
e todo mundo junto, analisarmos
e resolvermos todos os equívocos.
sobrava uma caneta e um caderno.
Daria tudo para estar no ônibus dela.
Uma angústia transpassou meu coração,
como acontecia sempre que via uma garota
pela qual estava apaixonado, indo embora
na direção oposta nesse mundo.
Me sinto otário, por confiar.
Um iludido acreditando que ainda acontecerá.
Os anais estão sujos.
Cheio de histórias mal contadas.
Vamos ter que parar uns dez anos
e todo mundo junto, analisarmos
e resolvermos todos os equívocos.
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